Chuva eleva em 149% safra de grãos na Paraíba
As chuvas que
estão ocorrendo em regiões como Sertão e do Agreste da Paraíba trazem projeções
positivas sobre a colheita de culturas como milho, feijão e arroz. A safra de
grãos 2013/2014 deverá ser de 115,1 mil toneladas, o que representa um aumento
de 149,1% com relação à safra 2012/2013, que alcançou apenas 46,2 mil toneladas
de grãos. A estimativa é da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), que
divulgou ontem o sétimo Levantamento da Safra de Grãos.
Os dados da
Conab apontam que a produção de feijão será de 44,4 mil toneladas e apresentará
alta de 130,1% se comparada com a safra anterior, de 19,3 mil toneladas. A
previsão é que a área plantada seja expandida em 109,7%, saindo dos 55,7 mil
hectares para 116,8 mil hectares.
Já a safra de
milho 2013/2014 deverá ser de 68,7 mil toneladas, um aumento de 161,2% sobre a
produção anterior de 26,3 mil toneladas. A área plantada deverá crescer 101,5%,
saindo dos 53,1 mil hectares e saltando para 107 mil hectares.
Juntas, as duas
culturas (feijão e milho) somam 113,1 mil toneladas de grãos, o que representa
98% da produção total do Estado, que também inclui outras plantações como
arroz, algodão e amendoim.
Segundo o
assessor da presidência do Senar/Faepa - Serviço Nacional de Aprendizagem Rural
e Federação da Agricultura e Pecuária do Estado do Paraíba, Domingos de Lelis
Filho, os dados são apenas projeções, mas fazem sentido já que o Estado passou
dois anos de seca severa e que praticamente não se produziu neste período.
“As chuvas no
sertão, que normalmente chegam em janeiro, surgiram com um mês de atraso este
ano. Mas se as precipitações continuarem é possível que não falte feijão nem
milho no São João”, destacou.
O presidente da
Federação dos Trabalhadores na Agricultura do Estado da Paraíba (Fetag-PB),
Liberalino Ferreira, afirmou que é precipitado fazer prognósticos sobre a safra
de 2014, porque para garantir uma boa colheita é necessário três meses de
inverno.
“No Sertão e
Cariri começou a chover, mas o pessoal começou a plantar há pouco tempo”, contou
Liberalino, acrescentando que as lavouras de feijão precisam de três meses de
chuvas regulares e as de milho dois meses.
Ele lembrou que
em 2012 e 2013 a produção de grãos foi insignificante e que os agricultores
amargaram grande prejuízo. “Por causa da forte seca dos últimos dois anos nosso
rebanho foi reduzido para menos de 40% e praticamente não se produziu.
Acredito que
este ano a situação não deva ser pior. O açude Jatobá, em Patos, estava zerado
e com as chuvas que se prolongaram por 30 dias ele já está com 50% de sua
capacidade, mas o que podemos falar agora é que melhorou a quantidade de água
para o consumo e a pastagem animal”, declarou Liberalino Ferreira.
Fonte: Alexsandra Tavares - JP Online

